domingo, 31 de março de 2013

Limnologia



Limnologia é o estudo dos corpos d´água continentais, sejam quais forem as suas origens, dimensões ou grau de salinidade.

Estudo científico dos aspectos físicos, geográficos, químicos e biológicos dos sistemas terrestres de água doce.

Lagos: são depressões onde se acumulam volumes de água provenientes de rios e das chuvas.

Lagoa: é uma espécie de lago com menores proporções e profundidades.

No Rio Grande do Sul tem destaques as Lagoas Guaíba (chamado de rio Guaíba), dos Patos e Mirim, as duas últimas são lagoas costeiras, associadas a uma extensa planície com sedimentação fluvial e marinha.

Organismo de água doce: plantas, animais e outras formas de vida adaptadas a viverem e se reproduzirem nas correntes dos riachos e dos rios (habitats lóticos) e nas águas imóveis dos lagos e dos estanques (habitats lênticos).

Plâncton: formas microscópicas ou minúsculas de vida animal e vegetal, que vivem suspensos nas camadas superficiais do mar ou da água doce. Sabe-se:

Atualmente não é tão sujeito aos movimentos da água;
Rico em algas unicelulares, bactérias e protozoários;
Inclui crustáceas, moluscos, celenterrados e outros tipos de animais;
                   Divide-se em fitoplâncton (plâncton vegetal) e zooplâncton (plâncton animal) e bacterioplâncton.

Fitoplâncton: é formado por um grupo de algas (diatomáceas, dinoflagelados e cocolitofórideos). Há também algas verdes (silocoflagelados e criptomânadas).

O fitoplâncton de água doce, em geral é rico em algas verdes e também em algas verdes-azuis, diatomáceas, flagelados verdadeiros.

É a base dos ecossistemas aquáticos;
Microalgas realizam a fotossíntese;

São em sua grande maioria autotróficas unicelulares solitárias ou coloniais.

Zooplâncton: importante grupo na cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos. É o elo de ligação entre os produtores (fitoplâncton) e nos consumidores da cadeia alimentar.

O zooplâncton se divide em dois grupos: o temporário e o permanente. O primeiro é formado por larvas e ovos de membros do bento e do nécton. O segundo compreende os animais que passam todo o seu ciclo de vida em estado de flutuação.

Tipos de lagos

Lagos tectônicos: formados a partir de depressões provocadas por falhas, a exemplo do lago Vitória na África.

Lagos vulcânicos: crateras de vulcões extintos a exemplo dos lagos do Japão e Nova Zelândia.

Lagos glaciais: a partir do derretimento da neve das geleiras, a exemplo dos Grandes Lagos nos Estados Unidos e Canadá.



Das atividades dos rios: referem-se a meandros abandonados de rios, a exemplo de muitos lagos marginais no Pantanal mato-grossense.



Classificação bioquímica dos lagos

Eutróficos: alta concentração de nutrientes e alta densidade de algas;

Oligotróficos: baixa concentração de nutrientes e baixa densidade de algas;

Distróficos: pobres em nutrientes disponíveis, com baica densidade de algas e elevada concentração de substâncias húmicas (compostos que dão cor amarelada a água).

Compartimentos do ecossistema lacustre

Região litorânea: transição entre ecossistema lacustre e terrestre com a presença de vários nichos ecológicos, grande biodiversidade em animais e plantas hidrófilas (a exemplo do Aguapé, Eichohornia, crassipes), além de elevado número de cadeias alimentares.

Região pelágica ou limnética: zona mais interior com grande concentração de fitoplâncton, zooplâncton e peixes.

Região profunda: trata-se do fundo do lago, área que não permite o crescimento de vegetais aquáticos de grande porte, é uma região com grande quantidade de bentos (comunidade de bactérias e invertebrados).

Região de interface: localiza-se entre a superfície da água e o ar onde são encontrados um grande número de pequenos animais.



O problema da eutrofização artificial

O lançamento de esgotos domésticos e industriais provoca o rapido aumento da matéria orgânica e da quantidade de detritos onde o processo leva a decomposição pelos micro-organismos pelo alto consumo de oxigênio. A eutrofização produz gases venenosos, elimina a ectiofauna (peixes) e torna o lago ou lagoa inviável para o lazer e o uso da água para o consumo humano. Um exemplo: A Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte.

Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado

Segue abaixo um raio x de um dos maiores, melhores e mais importantes parques de Belo Horizonte.


300.000 m2 de área verde em BH


Informações Gerais

 
O PMFLN (43o  57' 34'''W, 19o 49' 56''S) está contido numa área de 30 hectares entre os bairros Planalto e Itapoã na região norte de Belo horizonte MG a uma altitude de 770m. A sua vegetação pode ser dividida em três formações básicas:  uma área de cerrado, um trecho de mata ciliar circundando uma lagoa de 2,2 hectares com profundidade máxima de 7 metros, formada pelo represamento da água de três nascentes e algumas áreas de eucaliptal com sub-bosques. O Córrego do Nado é um afluente do Córrego Vilarinho que deságua no Ribeirão do Onça unindo-se ao Rio das Velhas fazendo parte por fim da Bacia do Rio São Francisco.

História

No final do século passado uma intensa movimentação de tropeiros e mercadores vindo da Bahia e do norte de Minas utilizavam o distrito de venda Nova como entreposto comercial em suas rotas rumo ao Curral Del Rey, Sabará e Rio de Janeiro. Aproveitando a parada, descansavam, lavavam suas roupas e banhavam-se às margens de um riacho de águas límpidas da redondeza. A ele deram o nome de Córrego do Nado.


A área hoje ocupada pelo Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado (PMFLN) era, até na década de 60, uma parte da Fazenda "o Engenho Córrego do Nado, de propriedade da família do ex-prefeito de BH Américo Renné Giannetti. Nesta época, o uso da área era restrito à família e aos seus amigos. Com a ocupação dos bairros e a chegada da urbanização na década de 60, a Fazendinha Janete, como era chamada localmente foi caindo no abandono até que, no início dos anos 70, crianças e jovens da região começaram a utilizá-la como área para recreação e lazer.

A primeira vez que se falou na construção de um Parque foi em 1973, através de um decreto indicando a desapropriação da área e que previa a destinação do espaço para a "construção de um Parque ou qualquer obra de interesse público". Entretanto em 1981, um decreto estadual desapropria a área destinando-o à construção de um conjunto habitacional. Com isso iniciou-se a mobilização da comunidade local e as primeiras manifestações a favor da implantação do PMFLN, culminando com o surgimento da Associação Cultural Ecológica Lagoa do Nado (ACELN), ONG que liderou as negociações para criação definitiva do Parque.

 Em1982 foi promovida a primeira Festa da Lagoa do Nado evento organizado pela ACELN com uma programação que oferecia cursos, oficinas, shows e debates afim de incentivar uma maior participação da comunidade em busca de apoio para a criação do Parque. Assim todas as festas organizadas pela Associação ganharam um caráter de manifestação, mobilizando os moradores do entorno, artistas, ambientalistas, poder público, entidades civis e igrejas.

 Em 1984 uma lei Municipal autorizou a compra de um terreno da antiga fazenda pela Prefeitura de BH para que ali se construísse um Parque público, mas somente em 1994 o PMFLN foi inaugurado com a infra-estrutura atual podendo cumprir os objetivos pretendidos pela comunidade; conservação da paisagem e da biodiversidade; formação e difusão cultural; educação ambiental; lazer contemplativo; práticas esportivas.

A administração do PMFLN é hoje, de responsabilidade da Fundação de Parques Municipais que desenvolve atividades de Educação Ambiental , artísticas e esportivas com o apoio da Fundação Municipal de Cultura e a Secretaria Municipal de Esportes. O Parque conta com uma importante infra-estrutura composta por uma biblioteca, sala multi-meios, teatro de bolso, teatro de arena, quadras poliesportivas, campo de futebol, pista para caminhadas, viveiro de mudas, almoxarifado e sede administrativa. Está aberto ao público de 3a feira a domingo sempre das 8h às 18h.

Flora e fauna

Pesquisadores da UFMG identificaram no PMFLN 127 espécies de árvores entre exóticas (25%) e nativas (75%) com destaques para o Ipê, Aroeira-branca, Urucum, Oiti, Jatobá, Jacarandá de espinho, Guapuruvu, Barbatimão, Quaresmeira, Jenipapo, Goiaba brava, pequi, etc. Entre os animais, destaca-se o pica-pau, biguá, coruja, frango-d'água, anu, alma-de-gato, trinca-ferro, mico, gambá, caxinguelê, tatu, morcegos, lagartos, cobras, cágados, sapos e insetos.

Infra-estrutura do Parque Fazenda Lagoa do Nado


Fonte: http://lagoadonado.blogspot.com.br/2009/03/blog-post_08.html 

A dinâmica da litosfera (Aula)

Segue abaixo o resumo da aula sobre a dinâmica da litosfera




Teoria da Deriva Continental: conhecimento público no começo do século XX (Alfred Wegener). Estudos baseados nas: evidências de natureza climatológica. Registros paleoclimáticos em diferentes continentes.

  • Período Carbonífero - 345 milhões de anos atrás.
  • Período Permiano - 280 milhões de anos atrás.

África, Austrália, Antártida, América do Sul e península da Índia - encontravam-se em período glacial. No mesmo tempo geológico a América do Norte, Ásia e Europa com grandes depósitos de carvão mineral estavam sendo formados, além de condições climáticas desertas em toda a região norte.

Depósitos de carvão e os desertos: indicativos de clima quente nas regiões tropicais e equatoriais. As condições climáticas de eras passadas não podem ser explicadas pela atual disposição dos continentes.

Pangea - única massa continental, no período Permocarbonífero, com a América do Sul bem próxima do Pólo Norte, o que poderia explicar a condição climática glacial reinante nos continentes anteriormente indicados.

Cadeia Meso-Atlântica: contínuo sistema de elevações do piso oceânico bem como expansão do mesmo tanto para o leste quanto para o oeste. Se extense continuamente pelo centro do Oceano Atlântico.

A Crosta terrestre (litosfera) possui uma espessura que varia de 5 km no fundo dos oceanos a 70 km nos continentes.

  • Crosta Oceânica = SIMA
  • Contimente = SIAL

A crosta terrestre é relativamente fina, como uma casca de ovo; que demorou bilhões de anos para se consolidar. Nela existe:

  • os solos;
  • fontes de energia;
  • recursos minerais;
  • águas de superfície e subterrânea.

A litosfera está em permanente transformação.

A dinâmica da litosfera é proveniente de forças internas (endógenas) e das forças externas (exógenas).

Tais forças são contrárias entre si. As forças do interior da Terra criam as formas estruturais, como exemplos as grandes montanhas. As forças externas modelam (ou dão novas formas) a superfície por meio das chuvas, vento, neve e etc.

O núcleo e o manto da Terra possuem características químicas e físicas específicas.

O movimento deste material se reflete na litosfera por meio dos terremotos, vulcanismo e etc.

 Vulcão Santa Helena em erupção nos Estados Unidos na década de 80
 

Na teoria da tectônica das placas: uma série de blocos ou placas de diferentes dimensões. As placas não são fixas e movimentam-se sobre o manto, normalmente no sentido horizontal.

Áreas em contato de uma placa com a outra é marcada por uma forte atividade sísmica. Uma grande pressão que uma placa exerce sobre a outra libera energia o que acaba gerando os terremotos.

Nos limites das placas tectônicas existe a presença de cadeias de montanhas e fossas tectônicas.

Assim, os continentes se deslocam, ao mesmo tempo que o fundo de certos oceanos se alarga (Atlântico) ou se estreita (Pacífico).




A litosfera é dividida em várias placas, e o Brasil está sobre (no meio) da placa Sul Americana.

A placa Sul Americana  está em constante movimento em direção ao oeste batendo de frente com a placa de Nazca, resultando em terremotos, vulcanismo e elevação da Cordilheira dos Andes, na parte ocidental do continente.



 Já o Brasil sofre de forma indireta com os terremotos que ocorrem no oeste da América do Sul.

sexta-feira, 29 de março de 2013

São Paulo e suas mudanças paisagísticas

Na imagem abaixo podemos perceber como a cidade de São Paulo mudou muito de 1922 a 2012. Tal fato é uma prova do dinamismo do espaço geográfico, onde o homem sempre transforma o espaço onde vive.


Para assistir ao infográfico completo entre no link abaixo no site do G1

http://g1.globo.com/fotos/panorama-de-sao-paulo/infografico/platb/

Interação clima e relevo

O vídeo abaixo é muito interessante. Ele mostra a interação clima/relevo. Vale a pena conferir a transformação do relevo ao longo do tempo geológico da Terra através das forças internas (endógenas) e externas (exógenas).

Você pode acessar o vídeo através dos seguintes links:

http://sbmet.org.br/ecomac/pages/vsrc/clima_relevo.html

https://www.youtube.com/watch?v=hJ54uEwJLK0

domingo, 24 de março de 2013

Climatologia


Climatologia é a ciência que estuda o clima. No planeta Terra existem vários tipos de clima, algo que todos nós sabemos; há países mais frios, outros mais quentes, regiões mais úmidas, outras secas apresentando desertos quentes e regiões polares que de certa forma são desertos frios. Os elementos que fazem varia o clima no planeta são os seguintes:


  • temperatura
  • precipitação
  • umidade do ar
  • pressão atmosférica
  • massas de ar


TEMPERATURA: é a quantidade de calor dispersa na atmosfera, em um determinado momento. O instrumento que mede a temperatura é o termômetro. Os fatores que influenciam na variação da temperatura são:


  • latitude
  • altitude
  • relevo
  • vegetação
  • continentalidade ou maritimidade


UMIDADE DO AR: é a quantidade de água dispersa na atmosfera, oriundo do aquecimento da água dos oceanos, mares, lagos, lagoas, rios, córregos e etc. A evapotranspiração, que é a evaporação que os vegetais produzem, e a transpiração dos animais também são exemplos de como a umidade pode acontecer em um determinado lugar.
Lugares com maior concentração de umidade são justamente as regiões da Terra com elevadas temperaturas e muita quantidade de água. As regiões com pouca umidade são aquelas onde há desertos e as zonas polares. Normalmente o ar frio não possui umidade.

PRECIPITAÇÃO ATMOSFÉRICA: é quando o vapor d´ água após condensar-se retorna a superfície de maneiras diferentes. Exemplos: chuva, neve, granizo e etc.

PRESSÃO ATMOSFÉRICA: é o peso da coluna de ar sobre a superfície terrestre. O peso da coluna de ar não é distribuído de maneira uniforme sobre a superfície. Estão não uniformidade gera as diferenças de pressão. E como consequência temos os ventos.
O vento é o ar em movimento e normalmente possui movimentos horizontais e o fator que influencia é a distribuição de temperatura sobre o planeta. Os ventos se deslocam:

de áreas de alta pressão para as áreas de baixa pressão. Zonas de alta pressão são as anticiclonais. As zonas de baixa pressão são as ciclonais. O instrumento usado para medir a pressão é o anemômetro.

MASSAS DE AR: devido a fatores como temperatura, umidade e pressão na atmosfera existem porções (ou partes) com características próprias. São responsáveis pela dinâmica do clima sobre o planeta e mudam de uma hora para outra as condições do tempo onde chegam. Existem três principais tipos de massas de ar. São elas: polares (P), tropicais (T) e equatoriais (E). Sendo assim, o encontro de duas massas de ar diferentes geram mudanças como; a direção dos ventos, umidade, temperaturas e etc.
Os principais tipos de frente são:


  • Frente quente: quando o ar quente substitui o ar frio de uma região;
  • Frente fria: quando o ar frio substitui o lugar do ar quente de uma região;
  • Frente estacionária: quando há um equilíbrio entre duas massas de ar;
  • Frente de dissipação: quando uma das massas de ar começa a se afastar, quando depois de alguns dias de muito frio, a temperatura começa a subir lentamente. Dizemos então que a massa de ar frio está se dissipando.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Glaciações


As glaciações são fenômenos climáticos que ocorreram ao longo da existência do nosso planeta. Foi um período de intenso frio, onde a temperatura média da Terra baixou consideravelmente. Automaticamente houve um aumento das geleiras nos pólos e um grande acúmulo de gelo nas regiões montanhosas, o que normalmente já é comum, ou seja, as neves são eternas.

No período das glaciações, o gelo cobria cerca de 32 a 33% da terra e nos oceanos chegava a 30%. Devido a ação das glaciações, o relevo continental e o nível do mar modificaram bastante. A temperatura média global diminuiu em consequência do aumento das geleiras, isso quer dizer que as baixas temperaturas provocaram o congelamento da água nos pólos aumentando a quantidade de gelo nas calotas polares. Nesse período o gelo ultrapassou as regiões polares. Ocorreu a expansão para as regiões montanhosas nas proximidades dos picos. Com o acúmulo de gelo no passar do tempo, o  próprio peso junto com a força da gravidade fizeram com que se deslocassem lentamente provocando grandes alterações na superfície. Esse fenômeno gerou profundos vales em forma de U. Esse tipo de formação podemos verificar nas imagens abaixo no Parque Nacional de Yosemite no estado da Califórnia, EUA:




Quando o clima foi esquentando e o gelo começou a derreter, esses glaciares foram deslizando lentamente, formando as cabeceiras de um rio ou dando origem aos lagos glaciais (exemplo desse fenômeno são os Grandes Lagos entre os EUA e Canadá).



As glaciações também provocaram o rebaixamento do nível dos oceanos e mares devido ao grande acúmulo de retenção nos pólos. Isso fez os oceanos e mares recuarem expondo grandes extensões de terra, ligando ilhas e continentes entre si. A última glaciação ocorreu a mais ou menos 18.000 anos e atualmente estamos vivendo um período interglacial.

A última glaciação ocorreu há 18.000 anos e era denominada de Wisconsin: duas extensas capas de gelo (chamados de glaciares) cobriam grande parte da América do Norte.

No lado leste era chamado de Glaciar Laurenciano e o lado oeste de Glaciar da Cordilheira.

Essas geleiras ocuparam nos Estados Unidos as seguintes regiões:

Sul e norte da Pensilvânia, Ohio, Indiana, Illinois, até os domínios do estado de Nova Iorque.

No Canadá: toda o país até os domínios das geleiras da Groelândia.

Últimos 750 milhões de anos ocorreram oito glaciações.

No pleistoceno foram quatro glaciações, separadas por períodos interglaciais.

A última glaciação chamada de Wisconsin iniciou cerca de 70.000 anos.

Na região do estreito de Bering o mar baixou cerca de 100 metros, o que criou uma passagem de terra ligando a Rússia (extremo da Ásia) ao continente americano (na região do Alasca). Isso possibilitou a passagem do  homem de um continente para outro.



 A espécie humana que migrou é conhecida de hoje, o Homo Sapiens Sapiens. Os motivos da migração foram:

Busca de alimentos

Exploração de novas terras. 

Abaixo segue uma tabela com o nome da cada glaciação e seu período de ocorrência no planeta:


domingo, 17 de março de 2013

O Mapa

Esse é um poema do Mario Quintana que gosto muito. Confesso que considero interessante esse paralelo com o meio geográfico. Sempre gostei da literatura como uma ferramenta no processo de ensino e aprendizagem da geografia.


O Mapa



Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(E nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E ha uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...

Mário Quintana


sábado, 16 de março de 2013

Evolução do pensamento geográfico (século XIX e XX)



 Abaixo segue um resumo dos pensamentos geográficos (ou evolução) ao longo dos dois ultimos séculos




 A ESCOLA ALEMÃ: A ideologia alemã desenvolveu formas de pensamentos (consciência) e relações de dominação.



Positivista:

A geografia como ciência empírica naturalista pautada na observação de campo (aspecto visível). Dentro desta concepção o cientista foi um mero observador.



Determinista:


O homem é influenciado pelo meio que determina suas ações.
 


Alexander Von Humboldt 1769-1859

O quadro natural influenciando o homem. Analisou o universo interno. Utilizou um prinncipio da causa e efeito (casualidade) para mostrar a relação que existe entre uma coisa e outra. Viajou muito pelo mundo.


Karl Ritter 1779-1859

Reduziu as viagens a Europa, aplicação dos conhecimentos geográficos em caráter local. Introdução do croqui / desenhava o que estava vendo. Relação entre o homem e o meio natural.


Friedrich Ratzel 1844-1904

Envolvido com as ciências naturais sendo influenciado por Darwin. Fez estudos voltados a ideia da evolução, da competição, sobrevivência do mais forte / naturalista. Para que uma sociedade prevaleça sobre outra é necessária a luta a favor da obtenção de espaço melhor que o outro; esse povo seria superior a teria direito a ocupar maiores espaços.

Na relação de adaptação do homem meio/ambiente as condições naturais atuariam na fisiologia e psicologia dos indivíduos e assim na sociedade.


A ESCOLA FRANCESA


Possibilismo – interação homem com o meio em função do seu conhecimento, depende da força de cada um.


Geografia Tradicional Regionalista – descrição da paisagem e de todas as características do meio ambiente sem tratar das contradições sociais e regionais.


Vidal de La Blache: principio da conecção ou interação do homem com o meio ambiente. Fez grande uso da cartografia.


Transformação e crise da Escola Francesa – marcada pelas consequências da Segunda Guerra Mundial, a crise da Geografia Tradicional vai de 1945 aos anos 50.


A Segunda Guerra Mundial desencadeou a crise na geografia por suas próprias exigências, pois a ciência geográfica tinha apenas o caráter descritivo, quando o geografo teria de dar uma contribuição imediata, ou seja, cooperar para o crescimento e reconstrução da Europa que estava devastada pela guerra que provocou a destruição de sua economia. Tornou-se imprescindível o planejamento. Anteriormente as ideias de Vidal de La Blache fundamentava-se na contribuição de paz, com um grande tempo para análise e observação.


Com o Pós 2ª Guerra Mundial a geografia tinha de ser muito mais eficiente, com resultados mais rápidos, para a recuperação das cidades, da economia e dos lugares e neste contexto a geografia tradicional não poderia contribuir de acordo com as novas exigências da realidade mundial.


NOVA GEOGRAFIA


1949 – Congresso em Lisboa: é videnciado o despreparo dos geógrafos para o mundo atual, pós 2ª Guerra Mundial.


1952 – É elaborado um relatório e com base neste surgiu a Geografia Aplicada, que voltou-se para o âmbito urbano e regional. A geografia aplicada precisava ser bastante eficiente. Deste modo, priorizou-se a quantificação, método rápido para dar respostas às questões concretas rumo a teorização. A Nova Geografia não se faz do empirismos.


1955 – Preocupada em gerar com mudanças a Geografia cria modelos quantitativos embasados na teorização:


  • Teoria Geral dos Sistemas – interdependência das partes;
  • Métodos Matemáticos e Estatísticos.




Ambos integrados deram origem a geografia aplicada que produziu a interferência no território, através do planejamento.


A associação de uma ciência, em particular a Geografia é fundamentada, construída e baseada em valores reais e racionais, em que o real tem caráter indutivo é o racional caráter dedutivo / subjetivo.

GEOGRAFIA CRITICA


A geografia critica ou radical – Marxista – também nomeada de ativa caracterizou-se pela:


  • Oposição a Geografia Aplicada;
  • Analise das contradições sociais e regionais;
  • Formação de cidadãos conscientes;
  • Discute as contradições do modo de produção capitalista.




Objetivo: Estabelecer uma sociedade mais equitativa e sem miséria visando o bem comum.



GEOGRAFIA ATUAL


O que trabalha?


  • A nova ordem mundial (relações assimétricas norte-sul);
  • Globalização;
  • Revolução técnico cientifica;
  • Formação de blocos regionais;
  • Competição econômica e tecnológica.





CONCEITOS BASICOS


Região: é uma continuidade e contiguidade (vizinhança), ou seja, as ações definem o seu contorno. A região geográfica tem que ter continuidade espacial e devem ter base física. Um modelo criado dentro das necessidades de um determinado grupo. A região geográfica abrange uma paisagem e sua extensão territorial, onde se entrelaçam de modo harmonioso os componentes humanos e naturais. Região e paisagem são conceitos equivalentes ou associados.


Região Natural: é entendida como uma parte da superfície da Terra dimensionada segundo escalas territoriais diversificadas, e caracterizadas pela uniformidade resultante da combinação ou integração em áreas dos elementos da natureza: o clima, a vegetação, o relevo, a geologia e outros adicionais que diferenciariam ainda mais cada uma destas partes.


Território: fundamentalmente definido e delimitado a partir de relações de poder. A palavra território normalmente evoca o “território nacional” e faz pensar no Estado gestor por excelência do território nacional.


Territórios existem e são construídos (e descontruídos) nas mais diversas escalas, da mais acanhada, por exemplo, uma rua, à internacional, uma área formada pelo conjunto dos territórios dos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte – OTAN, territórios sãos construídos e descontruídos dentro das escalas temporais diferentes: séculos, décadas, anos, meses ou dias, territórios podem ter um caráter permanente, mas também podem ter uma existência periódica, cíclica. O território é uma parte controlada pela ação do poder, vem da ciência politica.


Paisagem: segundo Pierre George, 1975, é o sistema geográfico formado pela influencia dos processos naturais e das atividades antrópicas e configurado na escala da percepção humana.

Porcão de espaço da superfície terrestre apreendida visualmente. Parte da superfície terrestre que em sua imagem e na ação conjunta dos fenômenos que a constituem. EMBRATUR