sexta-feira, 5 de abril de 2013

Lugar de estudar é na escola?



Bruna Ramos - Portal EBC

Comparada com a tradição dos Estados Unidos e de alguns países da Europa, a educação domiciliar ainda é tímida no Brasil. As famílias que apostam neste tipo de aprendizado –  em que  a criança estuda em casa e não na escola – enfrentam dificuldades pessoais e legais.

Por lei [saiba mais no quadro abaixo], os pais são obrigados a matricular seus filhos na rede regular de ensino a partir dos 6 anos de idade até a conclusão do ensino médio. Aqueles que não o fazem, se arriscam a sofrer punições da Justiça, incluindo o pagamento de multas, e  podem ser obrigados, judicialmente, a  matricular os filhos na escola. Márcia Pereira da Rocha, da Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc), explica que a escolarização faz parte da formação da criança e do adolescente. “A posição do Ministério Público é que a criança não pode ser submetida a modelo educacional não permitido no Brasil”, defende.


O Argumento dos adeptos na luta pela regulamentação da modalidade é de que as famílias brasileiras possam ter liberdade para escolher como querem educar seus filhos. Márcia admite que esta é uma reivindicação justa. “As pessoas têm direito de discutir coisas mais amplas. Nosso Congresso é um bom lugar para apresentar temas como este”, diz.

Sabrina Campos tem três filhos e defende o homeschooling – nome que se dá à prática no exterior. Seu filho mais velho tem 11 anos e desde os 8 não frequenta a escola. “Entre 10 meses e 8 anos de idade, Gabriel passou por oito escolas. Aqui no Brasil, no exterior, colégios públicos, com diferentes linhas pedagógicas. Quando a filosofia era interessante, existiam problemas de segurança”, argumenta. Um dos motivos que levou Sabrina a optar pelo ensino domiciliar foi o bullying que o menino sofria. Ela argumenta que nenhuma escola conseguiu dar a assistência necessária para Gabriel, que é superdotado. “As instituições não formam professores para lidar com isso”, desabafa.

Um ponto de preocupação dos educadores sobre o ensino doméstico é em relação à socialização da criança. A educadora Maria do Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM e ex-secretária de educação básica do MEC, acredita que fora da escola a convivência da criança com outras pessoas da mesma idade fica limitada. “A escola é o lugar mais importante para se conhecer o diferente. A criança que não a frequenta pode crescer com visão reduzida do que é o ser humano”, argumenta. A questão, porém, não preocupa os que optam por este tipo de ensino. Sabrina garante que seus filhos se relacionam com outras pessoas em atividades, cursos e no próprio dia-a-dia.

Outra crítica feita por quem defende a prática é o currículo limitado das escolas. Sabrina defende que a criança tem que ver sentido no que está estudando e não “acumular informações  desnecessárias para sua vida”. Já Pilar, garante que não há como prever se um conteúdo escolar será útil para o aluno ou não. “Daqui a 30 anos, 80% das profissões serão diferentes das que existem hoje. Mas concordo que o currículo escolar deva ser mais contemporâneo. Do jeito que está, não dialoga com esta geração”, pontua.

Gabriel, o filho de Sabrina, coleciona bons resultados. Foi o primeiro apresentador de TV de programa de culinária infantil e o palestrante mais jovem do TED, conferência internacional sobre inovação.  A educação individualizada é uma das vantagens do homeschooling, na opinião do deputado Lincoln Portela (PR/MG), autor de projeto de lei (PL 3179/12) que defende que fique a critério dos pais ou responsáveis pelo aluno decidir se o aprendizado deve ocorrer em casa ou na escola.

No fim do ano passado, a proposta do parlamentar foi aprovada pela Comissão de Educação e Cultura na Câmara dos Deputados. O projeto aguarda, ainda, análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Proposta semelhante já  havia sido rejeitada pela CEC um ano antes.



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Força nuclear e extra terrestre

 Simule no Google Mapas a área atingida por uma explosão nuclear ou pelo impacto de um asteroide. [aplicativo em inglês]


Só clicar aqui para simular


Na natureza existem valores éticos?

 
O mundo onde o homem está inserido com os demais seres formam uma complexa rede de interligações formando o meio ambiente. Toda a rede é composta por elementos bióticos e abióticos resultando em uma diversidade de realidades.



Dentre os animais o homem é considerado o único com a capacidade de raciocinar, de pensar (consciente) dentro de uma lógica comportamental humana.

O homem com o passar do tempo foi evoluíndo a medida que foi construindo uma realidade e/ou modo de vida através dos processos culturais, inerentes a sua existência. Todo esse processo cultural esta inserido em um sistema simbólico que significa o próprio valor comportamental que por sua vez é um valor ético. O homem se remete ao lugar onde habita pelas tradições e costumes e esse vínculo é o próprio meio ambiente.

O homem entrou em crise porque a própria moral está defasada uma vez que a lógica atuante é perversa. Para se manter a ordem social os detentores do poder usam (manipulam) os demais (classes inferiores) que por sua vez usam a natureza como objeto (instrumento) paa se chegar aos seus desejos. Pela própria posição que chegou a humanidade, uma ética com ações predatórias, onde a injustiça social leva, como afirma Leonardo Boff, "à injustiça ecológica", ou seja, uma negação do seu próprio ser.


Evolução técnica e da ciência fizeram com que o homem entrasse numa crise de identidade.

É importante pensar em mudanças de hábito, que significa quebra de paradigma, ou seja, um discurso que tenha caráter de reconquistar e de reconstruir sua própria essência. Deste modo, a humanidade precisa se reeducar a fim de criar nos  valores éticos que trazem uma consciência de que todos são pertencentes ao meio ambiente. A moral deve oferecer uma nova dimensão dos valores éticos a fim de relacionar-se com o meio ambiente - consigo mesmo - mantendo o princípio do respeito, e o uso consciente dos recursos disponíveis na natureza.